Colunistas

Pausa para Reflexão

Ultimamente os brasileiros têm sido inundados por más notícias. São reportagens sobre a crise econômica, catástrofes ambientais, mas principalmente sobre escândalos políticos. Não passa um dia sem que a mídia faça matérias horrendas sobre corrupção ou os péssimos políticos que temos.

É natural, e desejável, que os escândalos de corrupção sejam investigados e publicados na mídia, mas o que vemos é quase uma lavagem cerebral que tem gerado muita tristeza, depressão e, infelizmente, ódio. O ódio é o inimigo número um do bom senso. Quem odeia acaba com sua vida, fica triste, não vê a beleza ao seu redor nas coisas simples. Quando odiamos perdemos nossa capacidade de julgar e entender o que se passa ao nosso redor.

Indignar-se é outra coisa muito diferente, um sentimento justo e necessário, mas não perca de vista de que nada do que hoje aparece no noticiário, é novo. A corrupção existe em todo o mundo e chegou no Brasil com Pedro Álvares Cabral, e existiu em todos os governos desde então.

Hoje, com as redes sociais e as mídias eletrônicas, vivemos em função das notícias na internet, nas televisões, rádios e jornais, quase todos pouco confiáveis, feitos para vender mais produtos. Os telejornais fazem o máximo para causar tristeza e prostração, desânimo e frustração, e sabemos que pessoas tristes e desiludidas tendem a comprar mais coisas desnecessárias, consumir mais do que pode.

Nestes tempos de ânimos exaltados, perde-se o foco de um detalhe muito importante: nunca as autoridades e o judiciário tiveram tanta liberdade para investigar e prender, como atualmente. Você se lembra de alguma vez em sua vida, ver ricos e poderosos empresários, muitos corruptos desde a descoberta, presos e algemados?

Para uma vida saudável, veja menos televisão. Ou faça como eu, que desliguei de vez minha televisão e vi aumentar exponencialmente meu nível de felicidade! Lembre-se do que disse o genial filósofo e professor Mario Sérgio Cortella, “O que estamos vendo hoje não é o máximo da corrupção, é o início da limpeza”. Há esperança!

 

Por Tito Rosemberg.

Texto originalmente publicado na Revista Bora, edição 16, maio de 2016.

1 Comment
  • Reply
    Debora Toledo
    julho 13, 2017 at 5:35 am

    “O que estamos vendo hoje não é o máximo da corrupção, é o início da limpeza”, que assim seja!

Leave a Reply

Navegue