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Motos fora da lei

Adoro motocicletas! Ando neste delicioso meio de transporte divertido desde meus dezesseis anos de idade. Estou na minha vigésima quarta moto! Quando eu tinha dinheiro, comprava motos grandes, quando não tinha comprava pequenas, mas raramente ficava sem meu prazer de duas rodas.

Sofri alguns acidentes memoráveis, quase todos graças à minha irresponsabilidade típica de jovem. Felizmente, quanto mais velho fico, menos acidentes sofro.

Mas… sendo morador de Pipa, não posso deixar de notar que a cidade cresceu, o número de moradores explodiu, a quantidade de comércios aumentou muito, principalmente mercadinhos, quitandas e distribuidores de bebidas. E quase todos fazem suas entregas de moto. E 100% dos motoqueiros que fazem entregas não tem o menor respeito pelas leis de trânsito ou pelos pedestres. Garanto, não tem um que se salve!

Com o crescimento de Pipa, tornou-se uma irresponsabilidade, um desrespeito e uma violência trafegar de moto na contramão, mas todos, TODOS, os motociclistas o fazem, tanto entregadores quanto particulares. Adultos e jovens, brasileiros e estrangeiros, residentes ou turistas, de moto grande ou “cinquentinhas”, pilotam sem capacete apesar de ser proibido e andam na contramão na maior cara de pau, certos de que a fiscalização é inexistente. Só no verão, quando chegam os policiais de Natal é que as leis de trânsito são aplicadas.

Muito raramente os amarelinhos de plantão na esquina da Praia do Amor impedem que as motos desçam na contramão, mas é tão raro que quando acontece ninguém acredita!

Se andar na contramão é proibido em todo o Brasil, alguém pode me explicar porque todos os pilotos de moto continuam desrespeitando as leis nas ruas de Pipa?

 

Por Tito Rosemberg

Texto originalmente publicado na Revista Bora, edição 15, janeiro de 2016.

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