Arte

Esculturas em casca de Cajarana

O recifense de 53 anos desta edição é formado em artes plásticas na Universidade Federal de Pernambuco, mas logo afirma: “prática é melhor que teoria”. Nem por isso deixou de aprender inúmeras técnicas em cursos de extensão. Gravura, Litogravura, Xilografia, óleo e acrílico sobre tela, escultura em madeira, concreto e pedra; entre outros. Inclusive produzir a própria tinta, como os egípcios, para pintar sarcófagos. Na terra dele, além de exposições no Salão dos Novos em Olinda, se sobressaiu aos demais utilizando a técnica original da Indonésia chamada Batique, e inspirou o cenário pernambucano com a arte de estampar tecidos com camadas de cera.

Sim, ele é artista de raiz e bem conceituado. Um dos primeiros a ancorar na Pipa, há 16 anos atrás. Seu primeiro trabalho foi decorar com as 20 esculturas a Creperia Arumã. E que trabalho! Atualmente seu xodó é a belíssima escultura em casca da Cajarana. Faz questão de ter contrato com o fornecedor para que o material seja retirado sem danificar a árvore. Por essa de respeitar o meio ambiente, e pela obra em si, é altamente indicado conferir na loja Buriti. Lá, ele é o único representante desta técnica.

Peraí, afinal quem é esse tal?!

Bom, ele se encontra há 7 anos na Feira de Artesanato da Praia da Pipa, e por pouco ficamos sem essa matéria, talvez seja demasiado tímido ou, quem sabe, uma tentativa de renegar o ego. Porém, com certa insistência nos concedeu a entrevista e, cabe a nós da equipe Bora?! agradecer, assim como os leitores.

Valeu Zito! Sucesso!

 

Por Betta Alencastro

Texto originalmente publicado na Revista Bora, edição 16, maio de 2016.

1 Comment
  • Reply
    Debora Toledo
    julho 13, 2017 at 5:34 am

    Lindo!!

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